quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Bela e a Fera: O filme!

BelleBeast
Parece que a idéia de criar uma versão live-action do primeiro clássico Disney de animação indicado na categoria de melhor Filme no Oscar vai mesmo acontecer. De acordo com o site Jim Hill, os compositores Tim Rice (”O Rei Leão“) e Alan Menken (”A Pequena Sereia” e “Encantada“) estão juntos trabalhando nas canções da nova versão cinematográfica de “A Bela ea Fera“. Vale lembrar, que ambos já trabalharam juntos nas canções do clássico “Aladdin“.
Até o momento, a Walt Disney Pictures não se pronunciou sobre o assunto e nem afirmou que o filme será em live-action, com atores reais, mas vale lembrar que não é a primeira vez que a idéia de criar um filme com atores reais inspirados no clássico conto de fadas aparece na internet.
No ano que vem, “A Bela e a Fera” completa 20 anos de seu lançamento original e para comemorar a Disney estava planejando re-lançar o clássico nos cinemas em 3D, mas até o momento a empresa não voltou a falar da volta do filme para os cinemas. No mês de Outubro desse ano, chega as lojas de todo o mundo o DVD e o Blu-ray do clássico, com imagem e som restaurados digitalmente e diversos extras para todos os gostos.
Dirigido por Gary Trousdale e Kirk Wise, o clássico conto de fadas dos estúdios Disney conta a história de Bela, uma jovem inteligente que é considerada estranha pelo moradores da localidade, e seu pai, Maurice, um inventor que é visto como um louco. Ela é cortejada por Gaston, que quer casar com ela. Mas apesar de todas as jovens do lugarejo o acharem um homem bonito, Belle não o suporta, pois vê nele uma pessoa primitiva e convencida.
Quando o pai de Belle vai para uma feira demonstrar sua nova invenção, ele acaba se perdendo na floresta e é atacado por lobos. Desesperado, Maurice procura abrigo em um castelo, mas acaba se tornando prisioneiro da Fera, o senhor do castelo, que na verdade é um príncipe que foi amaldiçoado por uma feiticeira quando negou abrigo a ela. Quando Belle sente que algo aconteceu ao seu pai vai à sua procura.
Ela chega ao castelo e lá faz um acordo com a Fera: se seu pai fosse libertado ela ficaria no castelo para sempre. A Fera concorda e todos os “moradores” do castelo, que lá vivem e também foram transformados em objetos falantes, sentem que esta pode ser a chance do feitiço ser quebrado. Mas isto só acontecerá se a Fera amar alguém e esta pessoa retribuir o seu amor, sendo que isto tem de ser rápido, pois quando a última pétala de uma rosa encantada cair o feitiço não poderá ser mais desfeito.
“A Bela e a Fera: Edição Diamante” será lançado no mercado norte-americano no dia 05 de outubro (Blu-ray + DVD Combo) e no dia 23 de novembro (DVD) e no Brasil o lançamento deverá acontecer no mês de Outubro.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Capítulo 4: O coelho manda Bill O Lagarto

Capítulo 4
O coelho manda Bill O Lagarto

Era o Coelho Branco, voltando vagarosamente, olhando ansiosamente para trás, como se tivesse perdido algo. Alice ouvia-o resmungando consigo mesmo, “A Duquesa! A Duquesa! Oh, minhas queridas patas! Oh minha pele e bigodes! Ela irá me executar, tão certo quanto os furões são furões! Onde posso tê-los derrubado, eu queria saber!”
Alice adivinhou no mesmo momento que o Coelho estava procurando pelo leque e o par de luvas brancas, e ela muito naturalmente começou a ajudá-lo na procura, mas os objetos não estavam por lugar nenhum à vista...tudo parecia ter mudado desde que ela nadara no lago; e o grande salão, com a mesa de vidro e a pequena porta desaparecera completamente.
Logo o Coelho percebeu Alice, que procurava pelas luvas. Ele disse em tom enraivecido: “O que, Mary Ann, você está fazendo aqui fora? Vá já para casa, já, e traga-me um par de luvas e um leque! Rápido, já!”
E Alice estava tão assustada que correu na direção que ele apontava, sem tentar explicar-lhe o erro cometido.
“Ele tomou-me por sua empregada”, a menina dizia para si mesma enquanto corria.
“Como ele vai ficar surpreso quando descobrir quem eu sou! Mas seria melhor pegar seu leque e luvas... isto é, se eu puder encontrá-los.” Ao falar estas palavras, Alice chegou numa bonita casinha, na porta da qual havia uma placa de latão bem brilhante com o nome “C. BRANCO” gravado. Ela entrou sem bater, e subiu apressadamente as escadas, com muito medo de que pudesse encontrar a Mary Ann verdadeira e ser expulsa da casa antes de encontrar o leque e as luvas.
“Que estranho isso parece”, Alice disse para si mesma, “receber ordens de um coelho! Imagine Dinah dando-me ordens!”, e ela começou a imaginar o que poderia acontecer.
“Miss Alice! Venha cá e apronte-se para sua caminhada.” “Já vou em um minuto, ama! Mas eu tenho que cuidar desse buraco de rato até Dinah voltar, e ver se o rato não foge.”
“Eu acho”, Alice continuou, “que eles não iriam deixar Dinah ficar em casa se ela começasse a dar ordens desse jeito.”
Nesse instante a menina percebeu que estava dentro de um pequeno quarto arrumado com uma mesa em uma vitrine e sobre ela (como Alice desejara), um leque e dois ou três pares de luvas brancas limpas. Ela apanhou o leque e um par de luvas e já estava deixando o quarto quando seus olhos caíram sobre uma garrafa que estava perto da janela. Não havia nenhuma etiqueta desta vez com as palavras “BEBA-ME”, mas, no entanto, ela desarrolhou e colocou-a nos lábios.
“Eu sei que algo interessante vai certamente acontecer”, ela disse para si mesma, “sempre que eu bebo ou como alguma coisa por aqui. Então, vou ver o que esta garrafa faz. Eu espero que me faça crescer novamente, eu estou realmente cansada de ser essa coisinha.”
E a bebida fez efeito de verdade, e muito mais rápido do que Alice esperava: antes que ela tivesse bebido metade da garrafa, percebeu sua cabeça pressionando contra o teto, e então teve que parar para salvar seu pescoço de ser quebrado. Ela rispidamente deixou de lado a garrafa, dizendo para si mesma: “É o suficiente...eu espero não crescer mais, porque se isso não acontecer, eu não vou poder sair pela porta...eu queria não ter bebido tanto!”
Nossa! Era muito tarde para desejar isso! Ela continuou crescendo e crescendo, e logo precisou ajoelhar-se no chão. Em outro minuto não havia nem mesmo um quarto para isso, e ela tentou deitar-se com um cotovelo contra a porta e o outro braço sobre a cabeça! Alice continuava a crescer e, como último recurso, ela colocou um braço para fora da janela e um pé para dentro da chaminé, dizendo para si mesma “Agora eu não posso fazer mais nada, o que quer quer seja que aconteça. O que vai ser de mim?”
Felizmente para Alice, a pequena garrafa mágica já fizera todo seu efeito, e ela não cresceu mais: ainda era bem desconfortável e parecia não haver nenhum tipo de chance de ela sair do quarto novamente. Não admira que se sentisse infeliz.
“Era bem melhor em casa”, pensou a pobre Alice, “ninguém fica crescendo e diminuindo, e recebendo ordens de ratos e coelhos. Eu quase desejo não ter entrado na toca do coelho...mas, mas, é tão curioso, sabe, esse tipo de vida! Eu queria saber o que pode ter acontecido comigo. Quando eu lia contos de fada, ficava imaginando que esse tipo de coisas nunca acontece e agora estou aqui no meio de um! Deveria haver um livro escrito sobre mim, deveria sim! E quando eu crescer, eu vou escrever um...mas...eu já cresci...”, ela continuou com uma vozinha triste, “não há mais espaço para eu crescer aqui.”
“Mas então”, pensou Alice, “eu não vou nunca ficar mais velha do que sou agora? Isso é um conforto, de qualquer maneira...nunca ficar velha...e então...ter sempre que estudar. Oh! eu não gostaria disso!”
“Ah, sua bobinha”, ela respondeu para si mesma. “Como você quer estudar aqui? Afinal esse quarto já está tão pequeno para você, quanto mais para livros de escola!”
E então ela continuou, fingindo que perguntava de um lado e respondia do outro até que alguns minutos depois ela ouviu uma voz lá fora e ficou atenta.
“Mary Ann! Mary Ann!”, dizia a voz. “Traga-me minhas luvas imediatamente!”. Então ouviu-se passadas na escada. Alice sabia que era o Coelho vindo procurar por ela. A menina tremia tanto que começou a chacoalhar a casa, quase esquecendo que ela agora era quase mil vezes maior que o Coelho e não havia razão para temê-lo.
O Coelho chegou até a porta e tentou abri-la. Mas como a porta abria para dentro e o cotovelo de Alice estava contra ela, nada conseguiu. A menina ouviu uma vozinha dizendo baixinho:
“Então eu vou dar a volta e entrar pela janela.”
“Isso você não vai fazer”, pensou Alice e, depois de esperar que o Coelho pudesse estar embaixo da janela ela repentinamente esticou a mão e tentou apanhá-lo fazendo um movimento no ar. Ela não pegou nada, mas ouviu um pequeno grito e uma queda, e um barulho de vidro quebrado, de onde ela concluiu que provavelmente o Coelho caíra em uma estufa ou algo do tipo.
Em seguida uma voz irada, do Coelho : “Pat! Pat! Onde está você?” E então uma voz que ela não ouvira ainda disse:
“Eu estou aqui! Colhendo maçãs, meu senhoir.”
“Colhendo maçãs, certamente”, retrucou o Coelho nervosamente. “Aqui, venha me livrar disso” (Sons de mais vidros quebrados.) “Agora diga-me, Pat, o que é isso na janela?”
“Com certeza é um braço, meu senhoir!” (Ele pronunciava “Arrum”)***
“Um braço, seu ganso burro! Quem já viu um desse tamanho? Ele toma toda a janela!”
“Com certeza, meu sinhoir! Mas que é um braço, isso é!”
“Bem, de um jeito ou de outro, vá e tire-o de lá.”
Houve um grande silêncio depois disso, com alguns cochichos de vez em quando, tipo “Certo, eu não gosto disso, meu sinhoir, nadinha, nadinha!” “Faça o que eu mando, seu covarde!”. No fim de uns minutos Alice esticou sua mão novamente e fez outro movimento no ar. Dessa vez foram dois gritinhos e mais som de vidro quebrado.
“Quantas estufas têm lá!”, pensou Alice. “Eu gostaria de saber o que eles vão fazer! Para puxar-me para fora da janela, o que será que eles vão poder! Tenho certeza que eu não quero ficar aqui muito tempo!
Ela esperou por algum tempo sem ouvir nada mais. Por fim, ouviu um barulhão de rodas de uma carroça e o som de muitas vozes falando juntas. Ela conseguiu compreender as palavras: “Onde está a outra escada...Por quê?...Eu só trouxe uma. Bill pegou a outra...Bill! Traga-me a escada aqui rapaz...Aqui, coloque-as num canto. Não, amarre-as juntas primeiro.”
“Oh! eles irão fazer bem o bastante. Não seja curioso...Aqui Bill! Agarre esta corda! O teto aguentará! Cuidado com a telha solta...Lá vem ela! Oh! está caindo! Abaixem as cabeças! (um barulho de coisa quebrada) Agora, o que aconteceu? Foi Bill, eu acho...Quem vai entrar na chaminé? Eu não! Vai sim! Eu não vou também! Bill foi escolhido para descer. Aqui, Bill! O patrão diz que você é quem vai descer pela chaminé.”
“Oh! Então o Bill vai descer pela chaminé, certo?” pensou Alice consigo mesma. “Eles colocam tudo pra cima do pobre Bill. Eu não gostaria de estar no lugar dele, esta lareira é estreita. Mas para dizer a verdade eu acho que posso chutar um pouco.”
Ela puxou seu pé o mais longe possível da chaminé e esperou até ouvir o pequeno animal (Alice não conseguia imaginar que tipo ele seria) entrando no buraco da lareira. Então, dizendo para si mesma “Este é Bill”, ela deu um brusco chute e esperou para ver o que acontecia a seguir.
O que ela ouviu foi um coro geral de “Aí vai Bill” e depois a voz do Coelho ...“Segure ele, você aí na cerca!”, então silêncio e depois uma confusão de vozes...“Suspenda a cabeça dele...Brandy agora...Não o estrangule...Como foi isso companheiro? O que aconteceu com você? Conte-nos sobre isso!”
Por último veio uma vozinha débil, chiada (“Este é o Bill”, pensou Alice) “Bem, eu não sei muito bem... Quero mais não...Estou melhor agora...mas um bocado confuso pra contar para voceis...tudo o que eu sei é que alguma coisa veio até mim como se fosse um boneco de mola e eu fui pra cima como um foguete!”
“Você fez isso mesmo, velho companheiro”, disseram os outros.
“Nós precisamos derrubar a casa”, disse a voz do Coelho.
E Alice gritou, tão alto quanto pôde: “Se vocês fizerem isso, eu mando a Dinah atrás de vocês!”
Houve um silêncio de morte no mesmo instante e Alice pensou consigo mesma: “Eu gostaria de saber o que eles vão fazer a seguir! Se eles tiverem algum juízo vão tirar o teto da casa.”
Depois de um minuto ou dois eles começaram a se movimentar novamente, e Alice ouviu o Coelho dizer:
“Um carrinho cheio é o suficiente!”
“Um carrinho cheio de quê?”, pensou Alice. Mas ela não teve tempo para ficar na dúvida, pois no momento seguinte uma chuva de pequenos seixos veio bater na janela, alguns dele machucando seu rosto.
“Eu vou dar um basta nisso”, ela pensou. Alice gritou: “É melhor vocês não fazerem isso novamente”, o que produziu outro silêncio de morte.
Alice percebeu, com alguma surpresa, que os seixos estavam todos se transformando em pedaços de bolo ao caírem no chão, e uma brilhante idéia veio à sua mente.
“Se eu comer um desses pedaços do bolo”, ela pensou, “com certeza acontecerá alguma mudança em meu tamanho, e, como não vai poder me fazer ficar ainda maior, deve me fazer diminuir, eu suponho.”
Então ela engoliu um dos pedaços, e foi maravilhoso descobrir que começara a diminuir instantaneamente. Tão logo ficou pequena o suficiente para passar pela porta, Alice saiu correndo da casa, encontrando um grupo de pequenos animais e pássaros esperando lá fora. O pobre pequeno lagarto, Bill, estava no meio, sendo seguido por dois porquinhos-da-índia que lhe davam algo em uma garrafa. Todos correram em direção a Alice mas ela fugiu o mais depressa que pôde, e logo encontrou-se salva em uma densa floresta.
“A primeira coisa que eu tenho que fazer”, disse Alice para si mesma, enquanto vagueava pela floresta, “é crescer até meu tamanho normal outra vez, e a segunda coisa é encontrar o caminho para aquele jardim adorável. Acho que este é o melhor plano.”
Soava como um excelente plano, sem dúvida, bem arrumado e arranjado com simplicidade: a única dificuldade era que ela não tinha a menor idéia de como fazer isso, e enquanto Alice espreitava ansiosamente por entre as árvores, um pequeno latido agudo sobre sua cabeça a fez olhar para cima com um sobressalto.
Era um enorme cachorrinho que olhava para ela com grandes olhos redondos e debilmente lhe estendia uma patinha, tentando tocá-la.
“Pobre coisinha!”, disse Alice com um tom carinhoso, e tentou com força assobiar para ele; mas a menina estava tão terrivelmente assustada pensando que ele poderia estar com fome e querer comê-la a despeito de todo seu carinho.
Sem saber o que fazer ela apanhou um pedaço de pau e jogou para o cachorrinho: em conseqüência o cãozinho pulou no ar com um ganido de prazer, e investiu contra o pau como se o temesse. Alice mantinha-se escondida atrás de uma moita para evitar de ser avistada e, no momento que apareceu do outro lado, o filhote deu outra corrida contra o galho acabando por tropeçar nele mesmo na sua pressa de apanhá-lo. Então Alice, como se estivesse brincando com uma carroça e esperando a qualquer momento ser esmagada sob seus pés, correu para perto da moita novamente. Daí, o filhote começou uma série de pequenos ataques ao galho, correndo vários pouquinhos para frente de cada vez e voltando para trás bastante depois, latindo rouco todo o tempo, até que acabou sentando ofegante, com sua língua para fora da boca e seus grandes olhos semi-cerrados.
Aquela parecia uma boa oportunidade para Alice fazer sua escapada e ela então fugiu, correndo até estar muito cansada e sem ar, até que o latido do cãozinho soasse bastante fraco ao longe.
“Mesmo assim, que lindo filhotinho ele era!”, disse Alice enquanto apoiava-se em uma flor para descansar, abanando-se com uma das luvas. “Eu gostaria de ter-lhe ensinado alguns truques, se ao menos tivesse o tamanho certo para isso! Oh puxa! Eu quase esqueci que tenho que crescer novamente! Deixe-me ver — como é que se faz isso? Eu acho que deveria comer ou beber alguma coisa ou outra, mas a grande questão é ‘O quê?’”
A grande questão certamente era “O quê?” E Alice olhou ao seu redor para as flores e a grama mas não pôde ver nada que parecesse a coisa certa para comer ou beber nessa cirscunstância. Havia um grande cogumelo crescendo perto dela, quase a mesma altura de Alice e, ao dar uma olhada sob ele, de ambos os lados e ainda atrás dele, ocorreu-lhe que ela poderia também dar uma olhada sobre ele.
Ela esticou-se na ponta dos dedos e olhou sobre a margem do cogumelo, seus olhos imediatamente avistaram uma enorme lagarta azul, sentada no topo da planta, com os braços cruzados calmamente fumando um narguilé, não dando bola nem para ela nem para mais nada.

domingo, 2 de maio de 2010

A maior bilheteria de Todos os Tempos!!

alice_chapeleiro

Depois de quase 2 meses depois da estréia norte-americana, a Disney Brasil lançou no mercado nacional na última sexta-feira, dia 23, o seu mais novo longa-metragem de aventura e fantasia, “Alice no País das Maravilhas“. Mesmo com o atraso, não é que o filme fez sucesso, levando para os cinemas um público estimado em 875 mil pessoas, o que gerou uma renda aproximada de R$ 10.545.708,00 neste final de semana.

Com tais números, “Alice no País das Maravilhas” se tornou a maior bilheteria de abertura da Walt Disney Pictures no Brasil, 12% acima de “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo”, recorde anterior dos estúdios Disney no país. A história da menina que cai na toca de coelho e é transportada para uma terra fantástica, povoada de seres estranhos, somou vários recordes em seus três primeiros dias de exibição. É a maior abertura de um filme original (que não é sequência) da Disney, a quarta maior abertura da indústria e também o quarto filme da história a ultrapassar a marca dos R$ 10milhões em apenas 3 dias em cartaz. Do resultado obtido, o formato 3D foi responsável por 47% do total de público e 58% do total de renda bruta. Já o 2D foi responsável por 52% do total de público e 40% do total da arrecadação bruta. As duas salas IMAX ficaram com 1% do público e 2% da renda.

De acordo com a matéria de Fernando Veríssimo, da FilmeB, “Alice no país das Maravilhas” foi o primeiro grande desafio da era 3D pós-Avatar. Como assim? A aventura da Disney entra em cartaz apenas quatro semanas depois do lançamento da animação da DreamWorks, “Como treinar o seu dragão“, e provocou uma intensa disputa pelo limitado circuito 3D do país. Isso porque, diferente dos Estados Unidos, o Brasil ainda tem um número muito pequeno de salas em 3D.

“Neste novo cenário, em que o ritmo de estreias no formato 3D fica cada vez mais intenso, toda e qualquer decisão de lançamento ganha contornos dramáticos, trazendo de volta à memória a antiga disputa pelo circuito de ‘primeira linha’, que dominou o mercado durante décadas – especialmente antes da chegada do conceito multiplex ao Brasil“, afirmou Fernando em sua matéria.

Esse foi o grande motivo de todas as mudanças de datas de estréia do país. Além disso, a Disney terminou recuando da decisão de antecipar a estreia do filme para o dia 21, aproveitando o feriado nacional de Tiradentes, e optou por abrir o filme à meia-noite de quinta-feira. Nos Estados Unidos (onde já faturou mais de US$ 300 milhões) e em vários outros territórios.

“Com o mercado encolhido em função da escassez de projetores digitais disponíveis – os novos pedidos só começarão a ser entregues a partir de junho –, Alice não terá um circuito de estreia muito maior que seu antecessor. Até o fechamento desta edição, a distribuidora confirmou que apenas cinco salas receberão novos projetores para a exibição do filme, totalizando 129 salas 3D. Serão três do Grupo Severiano Ribeiro (Rio Sul, Iguatemi e Bay Market) e duas do UCI/GSR (Iguatemi Fortaleza e Recife). Os complexos da Cinemark que contam com duas salas 3D (Eldorado e Salvador) exibirão Alice em apenas uma delas“, explicou a matéria do site FilmeB.

Com o roteiro de Linda Woolverton, o filme traz uma abordagem mágica e criativa em 3D, de uma das mais adoradas histórias de todos os tempos. Johnny Depp estrela como o Chapeleiro Maluco e Mia Wasikowska como Alice, de 19 anos, que retorna ao mundo mágico que ela encontrou pela primeira vez quando criança e volta a se reunir com seus amigos de infância: o Coelho Branco, Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, o Dormidongo, a Lagarta, o Gato Risonho e, é claro, o Chapeleiro Maluco. Alice embarca em uma jornada fantástica para encontrar seu verdadeiro destino e acabar com o reino de terror da Rainha Vermelha. O elenco estelar também inclui Anne Hathaway, Helena Bonham Carter e Crispin Glover.

“Alice no País das Maravilhas” já se encontra em cartaz nos cinemas tradicionais, 3D e IMAX 3D, com sessões legendas e dubladas nas salas 3D. Abaixo você confere as fotos dos convidados, feitas por Rodrigo Trevisan.

domingo, 25 de abril de 2010

Capítulo 3: Uma corrida de comitê e uma longa história

Capítulo 3
Uma corrida de comitê e uma longa história

Aquela era com certeza uma turma estranha que se reunia nas margens do lago: os pássaros com suas plumas arrastando, os animais com o pêlo grudado no corpo, e todos pingando, irritados e desconfortáveis.
A primeira questão era, evidentemente, como se secarem: eles estavam reunidos em conselho para decidirem sobre isso e depois de poucos minutos parecia natural para Alice encontrar-se conversando familiarmente com eles, como se ela os tivesse conhecido toda a vida. Na verdade, ela travava uma longa discussão com o Papagaio australiano, que no final tornara-se zangado, e falara, “Eu sou mais velho que você, e devo saber mais.” E com isso Alice não podia concordar, sem saber a idade dele, e como o Papagaio recusava-se terminantemente a dizer sua idade, nada mais havia a dizer.
Finalmente o Rato, que parecia ser a pessoa de maior autoridade entre eles, bradou, “Sentem-se, todos vocês, e ouçam-me! Eu vou fazê-los secar.” Eles sentaram-se então em círculo, com o Rato no meio. Alice mantinha seus olhos fixados ansiosamente nele, pois ela tinha certeza que pegaria um resfriado se não secasse logo.
“Aham!” disse o gato com um ar de importante. “Vocês estão todos prontos? Essa é a coisa mais seca que eu conheço. Silêncio na roda, por favor! William o Conquistador, cuja causa foi favorecida pelo Papa, logo submetido pela Inglaterra, que desejava líderes, acostumada à usurpação e à conquista. Edwin e Morcar, os condes de Mercia e Northumbria...”
“Ugh!”, disse o Papagaio, com um calafrio.
“Desculpe-me” interferiu o Rato, carrancudo, mas educadamente. “Você falou alguma coisa?”
“Eu não!” respondeu o Papagaio, rapidamente.
“Pensei que tivesse”, retrucou o Rato. “Prosseguindo: Edwin e Morcar, os condes de Mercia e Northumbria, declararam para ele; e ainda Stingand, o patriótico arcebispo de Canterbury, achou que...”
“Achou o quê?”, perguntou o Pato.
“Achou que”, o Rato replicou irritadamente, “é claro que você sabe o que que significa.”
“Eu sei o que que significa muito bem, quando sou eu que acho”, afirmou o Pato, “geralmente é um sapo ou uma minhoca. A questão é: o que o arcebispo achou?”
O Rato não entendeu a pergunta, mas apressadamente foi em frente: “achou que era aconselhável conhecer William e oferecer-lhe a coroa. O procedimento de William no início era moderado. Mas a insolência dos seus normandos...como você está indo, minha querida”, ele continuou, virando-se para Alice enquanto falava.
“Tão molhada quanto antes”, respondeu a menina em um tom melancólico, “isso não está parecendo me secar afinal.”
“Nesse caso”, disse o Dodo solenemente, levantando-se, “eu proponho que a assembléia seja suspensa para a adoção imediata de medidas enérgicas...” “Fale inglês”, gritou o Papagaio.
“Eu não sei o significado de metade dessas palavras, e mais, não acredito que você saiba.” E o Papagaio torceu a cabeça para esconder um sorriso: alguns dos outros pássaros riram às escondidas audivelmente.
“O que eu estava dizendo”, retomou o Dodo em um tom ofendido, “é que a melhor coisa para nós secarmos seria uma corrida de comitê.”
“O que é uma corrida de comitê?”, perguntou Alice. Não que ela quisesse mesmo saber, mas o Dodo fizera uma pausa como se pensasse que alguém deveria falar, e ninguém parecia inclinado a dizer nada.
“Bem”, disse o Dodo, “a melhor maneira de explicar isso é fazendo.”
(E, como talvez você queira tentar essa corrida em algum dia de inverno, vou contar como o Dodo fez.)
Primeiro ele delimitou a pista de corridas como um tipo de círculo (a forma exata não importa, ele dissera) e então todo o destacamento foi distribuído pela pista, aqui e ali. Não houve o tradicional “Um, dois, três e já!”, mas todos começavam a correr quando queriam e paravam quando queriam, daí não era fácil saber quando a corrida terminava. Entretanto, quando eles já estavam correndo há mais ou menos meia-hora, e já estavam quase secos, o Dodo repentinamente gritou: “A corrida está acabada”.
Então, todos se aglomeraram em torno dele, ofegando e perguntando:
“Mas quem ganhou?”
Essa pergunta o Dodo não poderia responder sem pensar muito, e ficou parado um bom tempo com um dedo sobre a testa (a posição na qual você normalmente vê Shakespeare nas gravuras) enquanto o resto do pessoal ficava em silêncio.
“Todos ganharam, e todos devem ganhar prêmios.”
“Mas quem dará os prêmios?”, um coro de vozes perguntou.
“Ora, ela, claro”, respondeu o Dodo, apontando Alice com o dedo, e já toda a turma rodeava a menina, gritando de maneira confusa: “Prêmios! Prêmios!”
Alice não tinha a menor idéia sobre o que fazer, e, em desespero, colocou a mão no bolso e puxou uma caixa de confeitos (felizmente a água salgada não entrara nela), e distribuiu as balas como se fossem prêmios. Deu na conta exata, um para cada um.
“Mas ela precisa ganhar um prêmio também”, lembrou o Rato.
“É claro”, replicou o Dodo solenemente. “O que mais você tem no bolso?”, e se virou para Alice.
“Apenas um dedal”, respondeu a menina tristemente.
“Dê-me”, pediu o Dodo.
Então novamente eles a rodearam, enquanto o Dodo solenemente a presenteava com o dedal, dizendo:
“Nós gostaríamos que você aceitasse esse elegante dedal”, e ao final desse pequenino discurso, todos o aplaudiram.
Alice achou a coisa toda muito absurda, mas eles pareciam tão sérios que ela não ousou rir, e, como não podia pensar em nada para dizer, simplesmente fez uma reverência e apanhou o dedal, parecendo o mais solene possível.
A próxima coisa a fazer era comer os confeitos; isso causou algum barulho e bagunça, pois os pássaros grandes reclamavam que não podiam saborear os seus e os pequenos engasgavam e tinham que levar palmadas nas costas. Entretanto, afinal todos terminaram e sentaram-se em círculo, pedindo ao Rato para lhes contar alguma coisa.
“Você prometeu nos contar sua história, você sabe”, disse Alice, “e o porque você odeia G e C”, ela terminou sussurrando, com medo que ele se ofendesse novamente.
“A minha é uma longa e triste história!”, disse o Rato, virando-se para Alice, suspirando.
“É uma longa cauda, certamente”, replicou Alice, olhando para o rabo do Rato com admiração, “mas porque você a chama de triste?”
Alice continuava confusa sobre isso enquanto o Rato estava falando, pois a história que ele contava era mais ou menos assim*:

                    Furioso diz para o
rato, Que ele
conheceu
em casa,
“Vamos
logo para o
tribunal: nós dois
Eu vou te
processar! —Pode,
vir logo,
não vou querer
adiar nem
um minuto
o julgamento
vai ser agora

Não tenho mesmo
nada para
fazer
esta manhã.”

Disse o
rato para o
monstro, “Este
processo,
prezado senhor,
sem
júri
ou jurados,
vai ser
uma grande
perda
de tempo.”
“Eu serei o
júri. Eu
serei o juiz,”
respondeu
o esperto
Furioso.
“Eu vou te
julgar
agora
e agora,
vou
condená-lo
à
morte!”

“Você não está prestando atenção!”, disse o Rato para Alice, severamente. “No que você está pensando?”
“Desculpe-me”, respondeu Alice humildemente, “você já estava na quinta volta, não é?”
“Eu não!”, gritou o Rato com voz aguda, muito bravo. “Você não presta atenção em nós!”**
“Um nó!”, disse Alice, sempre pronta para ajudar, olhando para todos os lados. “Deixe-me ajudar a desfazer esse nó.”
“Eu não disse nada desse tipo”, disse o Rato, levantando-se e andando. “Você me insulta falando estas besteiras.”
“Eu não quis dizer isso”, suplicava a pobre Alice. “Mas você se ofende tão facilmente!”
O Rato apenas rosnou em resposta.
“Por favor, volte e termine sua história!”, Alice chamava. E todos os outros juntaram-se em coro:
“Sim, por favor, conte!”
Mas o Rato apenas balançava a cabeça impacientemente e caminhou ainda mais rapidamente.
“Que pena que ele não queira ficar”, suspirou o Papagaio, e logo o Rato já estava longe. E uma velha Carangueja aproveitou a oportunidade para dizer à sua filha:
“Ah!, minha querida. Que isso lhe sirva de lição para que você nunca perca o seu humor.”
“Segure sua língua, Mãe”, retrucou a jovem Carangueja, de um jeito meio impertinente. “Você acaba com a paciência de qualquer ostra.”
“Eu queria que nossa Dinah estivesse aqui”, disse Alice em voz alta, dirigindo-se a ninguém em particular. “Ela iria logo logo trazê-lo de volta.”
“E quem é Dinah? Se é que eu posso fazer esta pergunta”, interveio o Papagaio.
Alice replicou ansiosamente, porque ela estava sempre pronta para falar do seu animalzinho de estimação: “Dinah é a nossa gata. E ela é muito boa para pegar ratos, você nem pode imaginar...E, oh, eu queria que você a visse atrás de pássaros! Ela pode comer um passarinho tão rápido quanto olhar para ele!”
Esse discurso causou uma forte sensação entre o destacamento. Alguns pássaros fugiram: uma velha Matraca começou a se agasalhar muito cuidadosamente, observando: “Eu realmente preciso ir para casa, o sereno não cai bem para minha garganta!”
E uma Canária chamou numa voz trêmula seus filhotes: “Vamos, meus queridos! Já está na hora de vocês estarem na cama!”
Com diversos pretextos todos se foram, deixando Alice sozinha.
“Eu acho que não deveria ter mencionado Dinah”, ela disse em um tom melancólico. “Parece que ninguém gosta dela aqui em baixo, e eu tenho certeza que ela é a melhor gata do mundo! Oh minha querida Dinah! Eu queria saber se volto a vê-la algum dia! E aqui a pobre Alice começou a chorar novamente, pois se sentia muito solitária e deprimida. Em pouco tempo, entretanto, ela novamente ouviu o barulho de passos à distância e olhou ao redor impacientemente, meio que esperando que o Rato tivesse mudado de idéia e voltado para terminar a história.


sábado, 24 de abril de 2010

Hora do Chá!

Foram quase 50 dias de espera, mas finalmente o mais novo longa-metragem de Tim Burton, “Alice no País das Maravilhas“, chega aos cinemas do Brasil nas salas tradicionais, em Disney Digital 3D e IMAX 3D. Lançado mundialmente no dia 05 de Março de 2010, o filme estrelado por Johnny Depp já arrecadou mais de de US$ 800 milhões no mundo todo, sendo a maior bilheteria da carreira do diretor, que é conhecido por seus filmes diferentes.

A Walt Disney Pictures e do visionário diretor Tim Burton lançam o épico de aventura e fantasia em 3D, “Alice no País das Maravilhas“, uma abordagem mágica e criativa de uma das mais adoradas histórias de todos os tempos. JOHNNY DEPP estrela como o Chapeleiro Maluco e MIA WASIKOWSKA como Alice, de 19 anos, que retorna ao mundo mágico que ela encontrou pela primeira vez quando criança e volta a se reunir com seus amigos de infância: o Coelho Branco, Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, o Dormouse, a Lagarta, o Gato Risonho e, é claro, o Chapeleiro Maluco. Alice embarca em uma jornada fantástica para encontrar seu verdadeiro destino e acabar com o reino de terror da Rainha Vermelha. O elenco estelar também inclui ANNE HATHAWAY, HELENA BONHAM CARTER e CRISPIN GLOVER.

Capturando os maravilhosos e adorados contos de Lewis Carroll “Alice no País das Maravilhas” (1865) e Alice do Outro Lado do Espelho (1871) com imagens deslumbrantes e inovadoras e com os personagens mais carismáticos da história da literatura, “Alice no País das Maravilhas” chega aos cinemas com cópias dubladas e lengedas (Cópias 35mm – 80% DUB e 20% LEG).

No Brasil, o filme chega apenas hoje, dia 23 de Abril, depois de ter sua estréia alterdada mais de 5 vezes pelo estúdio. O filme chega em 400 salas de cinema, sendo 126 salas em DIGITAL 3D, e com classificação etária de 10 anos. O Planeta Disney está preparando um fim de semana especial repleto de novidades sobre a produção. Fique de olho, e não se atrase!

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